The Hacking Project / experiência de alumni
The Hacking Project: o que a terceira turma mudou no meu percurso.
Entrei na terceira turma da The Hacking Project em janeiro de 2018. Três meses intensivos deram-me uma forma mais fiável de pesquisar problemas desconhecidos, testar ideias e aprender com outras pessoas. Este é um relato de alumni datado, não uma avaliação do programa atual.
- Jan 2018
- Terceira turma
- 3 meses
- Prática intensiva
- Ruby + Rails
- Percurso técnico principal
- Independente
- Sem vínculo atual
Resposta curta
A THP não me transformou num programador completo em três meses. Fez algo mais útil: substituiu a aprendizagem isolada por tutoriais por um método repetível. Ruby e Rails foram o veículo; a aprendizagem entre pares, a pesquisa, a explicação e a persistência foram o que ficou.
Antes da THP
Conseguia criar páginas, mas ainda não tinha um método fiável.
A minha formação inicial era em paisagismo. Depois vivi cinco anos nos Estados Unidos e trabalhei em vendas e restauração. Por volta de 2015, comecei a criar pequenos projetos web para pessoas próximas. Já tinha usado HTML, CSS e PHP, mas trabalhava demasiadas horas para resultados que raramente correspondiam ao esforço. Este percurso está preservado no arquivo de alumni da própria THP.
Não faltava informação. Faltava saber o que fazer quando o tutorial deixava de corresponder ao projeto: isolar a falha, escolher uma fonte útil, testar uma hipótese e perceber se tinha compreendido o resultado.
Porque me inscrevi
A terceira turma deu uma estrutura social ao processo de aprendizagem.
Inscrevi-me na terceira sessão da THP, iniciada em janeiro de 2018. A história publicada pela escola coloca esse momento perto do início do projeto, antes da expansão e da posterior oferta com diploma.
O que me atraiu não foi a promessa de que alguém explicaria todos os passos. Foi o contrário: trabalho diário, outras pessoas perante o mesmo material e a expectativa de nos ajudarmos a transformar um bloqueio vago numa pergunta concreta.
O trabalho técnico
Ruby e Rails tornaram ideias abstratas mais concretas.
Ruby era novo para mim e a programação orientada a objetos começou por parecer um obstáculo. Com a prática, ganhei linguagem e estrutura para ideias que antes tratava por instinto: objetos, modelos, persistência, rotas, relações, ambientes e o percurso entre uma ação no navegador e os dados guardados.
O registo público é limitado, mas útil. Uma pergunta sobre Rails publicada em 8 de março de 2018 mostra trabalho contemporâneo com associações Active Record. Prova atividade nessa data, não toda a experiência; o testemunho mantido pela THP dá o contexto da turma.
Aprendizagem entre pares
A competência duradoura foi aprender a desbloquear problemas com outras pessoas.
A aprendizagem entre pares funcionava quando a explicação fazia parte da tarefa. Pedir uma resposta pronta podia aliviar o problema imediato sem colmatar a lacuna. Mostrar o que esperava, o que aconteceu e o que já tinha testado permitia receber ajuda sem perder a responsabilidade.
Explicar uma ideia a outra pessoa também revelava os passos que eu tinha saltado mentalmente. Esse ciclo — pesquisar, testar, explicar, receber feedback e tentar de novo — ajudou-me depois a aprender JavaScript e a entrar no ambiente de projetos da 42 Paris.
Limites
Três meses intensos criaram impulso, não mestria.
O ritmo podia premiar a persistência e, ao mesmo tempo, esconder uma compreensão superficial. Um projeto podia funcionar sem eu conseguir explicar todas as escolhas. A aprendizagem em grupo também depende do grupo: disponibilidade, generosidade e qualidade das perguntas mudam a experiência.
O JavaScript teve pouca presença na minha turma, por isso continuei a estudá-lo depois. Não uso o meu caso para afirmar que todos os alumni ficaram prontos para trabalhar, nem que o programa atual produz o mesmo resultado.
O que veio depois
A THP foi a ponte entre a aprendizagem autónoma e a 42 Paris.
Depois da THP, continuei a trabalhar em JavaScript e entrei na 42 Paris. O percurso completo na 42 acompanha as etapas seguintes: formação por projetos, trabalho full-stack na My Jungly, intranet da 42 Network e equipa fundadora da 42 Lisboa.
Na 42 Paris concluí também o programa Design Thinker de cinco dias da D+HINKING ACADEMY, em dezembro de 2018. O registo SmartCertificate comprova essa credencial posterior; não é um certificado da THP.
Antes e agora
O nome mantém-se; a oferta mudou bastante desde 2018.
A história da THP indica que a escola passou a atribuir diploma em dezembro de 2021. O índice atual de cursos, consultado em 28 de julho de 2026, apresenta uma formação intensiva de desenvolvimento web e módulos flexíveis, incluindo frontend, backend, Agent Builder e trabalho assistido por IA.
Para duração, preço, currículo, financiamento, certificação ou candidatura atuais, consulta as páginas oficiais da THP. Usa esta página como relato em primeira pessoa da terceira turma e dos hábitos de aprendizagem que continuaram no meu trabalho.
2018 e hoje
A minha turma inicial e a oferta atual publicada pela THP
| Questão | A minha turma em 2018 | Oferta publicada, verificada em 28 de julho de 2026 |
|---|---|---|
| Contexto | Terceira turma, iniciada em janeiro de 2018 | Uma escola madura com percursos intensivos e modulares |
| Formato | Três meses intensivos de prática em grupo | Formação intensiva de desenvolvimento web e módulos flexíveis |
| Ênfase técnica | Ruby, Rails e bases web; pouco JavaScript na minha turma | Frontend, backend, Agent Builder, IA e outros módulos |
| Credencial | Turma anterior à fase em que a THP passou a atribuir diploma | A página atual publica opções de nível RNCP 5 |
| Melhor fonte | Este relato, o testemunho na THP e atividade pública datada | Páginas atuais de cursos, preços e candidatura da THP |
Perguntas frequentes
The Hacking Project: o que a terceira turma mudou no meu percurso.
Frequentei a The Hacking Project?
Sim. A página oficial de alumni mantém o meu testemunho. Entrei na terceira sessão em janeiro de 2018 e completei três meses de programação intensiva.
A The Hacking Project fazia parte da 42 Paris?
Não. Foram etapas separadas. Concluí a THP e entrei depois na 42 Paris.
O que aprendi na THP?
A minha turma trabalhou sobretudo Ruby, Ruby on Rails, programação orientada a objetos, bases web e projetos front-to-back. O resultado mais duradouro foi um método melhor de pesquisa, teste, explicação e aprendizagem entre pares.
Recomendo o programa atual da THP?
Não avalio o programa atual como se não tivesse mudado. A minha experiência é de 2018; currículo, formato, preço, financiamento e credenciais devem ser confirmados com a THP.
O SmartCertificate é um diploma da THP?
Não. Verifica um programa Design Thinker separado que concluí na 42 Paris em dezembro de 2018. Incluo-o apenas como prova da etapa seguinte do meu percurso.
Trabalho para a THP ou falo em nome da escola?
Não. Este é um relato independente de alumni. A THP é a autoridade sobre os programas e políticas atuais.
Provas e limites
O que sustenta este relato.
Cada ligação sustenta uma alegação limitada. O testemunho oficial é o registo público mais forte da turma; a atividade técnica datada e o perfil corroboram partes da cronologia.